O Natal É Uma Festa Pagã ou Cristã?

Quase todas as pessoas na Cristandade celebram o Natal, trocando presentes e desejos de “Boas Festas” ou “Feliz Natal“, e se alegrando com a ideia de que estejam agindo corretamente.

Na verdade, esta se tornou a tradição favorita entre os Cristãos, e é tão bem aceita que qualquer tentativa de se buscar sua origem, a qual pode ser facilmente encontrada nas enciclopédias e em documentos imparciais da história da igreja, tende a ser mal recebida. 

Depois da Páscoa, o Natal é a festa mais importante do ano eclesiástico cristão. Como os evangelhos não mencionam datas, não é certo que Jesus nascera esse dia.

Na verdade o dia de Natal não foi oficialmente reconhecido até o ano 345, quando por influência de São João Crisóstomo e São Gregório de Nazianzeno se proclamou o dia 25 de dezembro como data de nascimento de Cristo.

A FESTA PAGÃ

Desta maneira, seguia a política da igreja de Roma de absorver em lugar de reprimir, os ritos pagãos existentes, que desde os primeiros tempos haviam celebrado o solstício de inverno e a chegada da primavera.

A festa pagã mais estreitamente associada com o novo Natal era o Saturnal romano, do 17 ao 23 de dezembro, em honra a Saturno, deus da Agricultura, que se celebrava durante 7 dias graciosas diversões e banquetes.

Divindade de origem itálica muito antiga, Saturno era um deus romano que foi sempre identificado com o deus grego Cronos. Dizia-se que Cronos (agora Saturno) tinha vindo da Grécia para a península italiana depois de ter sido expulso do Olimpo por Zeus (Júpiter), seu filho, que o destronou e o atirou pela montanha abaixo.

Júpiter, ou Zeus, tinha sido o único filho de Saturno salvo (pela mãe, Reia) de ser devorado pelo pai, que temia que algum dos seus descendentes lhe viesse a usurpar o trono. Saturno, expulso da montanha sagrada, instalou-se então em Roma, na colina do Capitólio, onde terá fundado uma aldeia fortificada, Saturnia.

Mas esse Saturnal romano era também uma adaptação ou um sincretismo de varias festividades religiosas pagãs de outros povos, como os vinkigs ou os babilônicos . 

Conforme o Imperio Romano seguia conquistando e dominando os povos, ele não reprimia a maioria dos seus deuses ou religiões, não só permitia suas praticas mas como também incorporava a maioria delas a sua religião.

ARVORE DE NATAL

Ao mesmo tempo, se celebrava no norte da Europa uma festa de inverno similar, conhecida como Yule, em que se queimavam grandes troncos decorados com lenços e fitas, em honra aos deuses para conseguir que o sol brilha-se com mais força.

arvore-natal

Uma vez incorporados estes elementos, a igreja acrescentou posteriormente na idade média, o nascimento e outros hinos aos seus costumes. Nesta época, os banquetes eram o ponto culminante das celebrações.

Tudo isso teve um ponto final em Grã Bretanha quando, 1552, os puritanos proibiram o Natal. Ainda que o natal voltou a Inglaterra em 1660 com Carlos II, os rituais desapareceram até a época vitoriana.

O Natal , tal como conhecemos hoje, é uma criação do século XIX, digo em relação as festividades, cartões, papai Noel etc.

A árvore de natal, originário das zonas germanas, se estendeu por outras áreas da Europa e América.

Os hinos foram recuperados e se compuseram muitos novos (o costume de cantar hinos natalícios, ainda de antigas origens, procede fundamentalmente do século XIX).

Os cartões de natal, não começaram a utilizar-se antes do ano de 1870, ainda que o primeiro desses se imprimiu em Londres em 1846.

PAPAI NOEL

A familiar imagem do Santa Claus, conhecido aqui no Brasil como papai Noel, tal qual  conhecemos, com o trenó, as renas e o saco com os brinquedos, é uma invenção norte-americana destes anos, mesmo que a lenda do “bom velhinho” seja antiga e complexa, e proceda em parte de um “santo” católico, chamado São Nicolas, e uma jovial figura medieval. Na Rússia leva tradicionalmente uma faca rosa debaixo do braço.

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Atualmente, o Natal é uma festa mais profana que religiosa. É tempo de grande atividade comercial e trocas de presentes, reuniões e banquetes familiares.

NOITE FELIZ SÓ QUE NÃO

No Ocidente se celebra a Missa do Galo em igrejas e catedrais. Nos países da América Latina, de raízes tradicionalmente católica, se celebra especialmente a Noite Feliz (meia noite de 24 para 25 de dezembro), com uma ceia familiar para que se elaboram uma diversidade de pratos, sobremesas e bebidas tradicionais. Também se acostuma assistir a Missa do Galo e celebrar com fogos de artifícios.

Saturnais, festas em tributo a Saturno, que se celebram do dia 17 a 23 de dezembro na antiga Roma (leia-se império romano). Os romanos associavam saturno com o deus Grego Cronos, governador do universo durante a idade de ouro.

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Durante o reinado de Domiciano, os saturnais adquiriram uma enorme importância.

Tinham lugar no período mais escuro do ano, a luz de vela e tochas, com banquetes e bebidas, loterias e jogos de azar, e trocas de presentes.

As festas começavam com um sacrifício no templo de Saturno, ao pé da colina do Capitólio, em honra a este deus, celebração na qual se seguia um banquete publico aberto a todo o mundo.

Durante os saturnais, os escravos desfrutavam a grande liberdade e eram liberados de suas obrigações. Seus amos, que nestes dias não contavam com os seus servos, se dedicavam a reunir-se com os amigos para comer e conversar.

No século IV, o sábio Ambrosio Teodosio Macróbio, descreveu estas festas em sua obra Saturnal.

SOBRE A FONTE DE PESQUISA

Como mencionado no inicio deste estudo, este tema pode ser facilmente encontrado nas enciclopédias e em documentos imparciais da história da igreja, em qualquer biblioteca e na internet.

A fonte desta minha pesquisa, por exemplo, foi na Enciclopédia Encarta de 2015, que não se trata de material cristão, pelo contrário, é totalmente histórico e não religioso.

Caso você queira confirmar, basta pesquisar sobre a origem do Natal em qualquer enciclopédia e você verá que não se trata de paranoia ou uma distorção da historia, pelo contrario, aqueles que afirmam que o Natal é uma festa cristã é que estão distorcendo descaradamente a historia.

O NATAL SEGUNDO A BÍBLIA

A bíblia em nenhuma parte menciona com exatidão a data do nascimento de Cristo, mas nos dá uma ideia do período em que pode haver acontecido tal evento.

Naquela noite, esta escrito que “havia, naquela mesma região pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante a vigílias da noite.”(Lucas 2.8-20), e lhes apareceram anjos que anunciaram o nascimento do Salvador. Porém, os pastores jamais passam a noite junto aos seus rebanhos no inverno, pois em dezembro é inverno em Israel.

A época que os pastores tem o costume de passar as noites com seus rebanhos, é desde março a maio.

Então compreendemos que, se tivéssemos que celebrar o natal tinha que ser em alguns destes meses: março, abril ou maio. Nunca em dezembro.

QUAL A DATA DO NASCIMENTO DE CRISTO?

Pense bem, se Deus quisesse que nós comemorássemos o nascimento de Jesus, não haveria Ele registrado em Sua palavra a data do nascimento do seu filho?

Nem ao menos existe algum mandamento na bíblia, que diz que temos que nos lembrar ou comemorarmos o nascimento do nosso Senhor.

A única celebração que é um mandamento do Senhor é sobre a Santa Ceia, aonde nos lembramos da sua morte e ressurreição (1 Cor.11.23-26; Mat.26.26-29; Mar.14.22-25; Luc.22.14-20).

PORQUE O NATAL É EM DEZEMBRO?

Mas porque então, se celebra o natal em dezembro? Porque no sucesso do cristianismo, quando o mesmo se tornou a religião oficial, pelo imperador romano, chamado Constantino, a igreja que antes era perseguida passou a receber muitas regalias por causa da sua oficialização.

Em troca para agradar o império romano, foi permitido a entrada na igreja, muitos costumes e cultos pagãos, como se vê até ao dia de hoje, coisas que no tempo dos apóstolos não aconteciam.

Para unir então muitos cultos pagãos, como por exemplo, o saturnal romano, com a igreja, a partir do ano 345, foi oficializado o NATAL.

A REALIDADE DA ARVORE DE NATAL

E a arvore de natal? Que tem a ver com o nascimento de Cristo? Com Jesus Cristo absolutamente nada, mas tudo a ver com os ritos pagãos da antiguidade.

Adorava-se a  muitos deuses nos pés das arvores, entre eles: Aséra y Baal. As oferendas se colocavam debaixo destas árvores consideradas sagradas, e para cada oração ou presente oferecido, se colocava fitas ou outros tipos de ornamentação nas suas folhas, ramos e galhos.

Por isso vemos as árvores de natal toda ornamentada, sendo isso hoje uma oferenda a São Nicolas ou Santa Klaus. Por isso Deus sempre foi severo contra este tipo de prática (veja 2 Reis 17:10,16 e 23:6; Deut. 12:2 y 16:21; Jer. 2:20 y 3:13).

NATAL FESTA PROFANA

O Natal é uma festa mais profana que religiosa. É tempo de grande atividade comercial, trocas de presentes, reuniões e banquetes.

Festa essa, que está estreitamente relacionada aos ritos pagãos, tanto de Roma quanto da Babilônia, e nada tem a haver com o verdadeiro cristianismo a não ser a aparência.  Não existe referência bíblica alguma para alguém afirmar que o Natal é algo divino.

Não existe nenhum mandamento do Senhor, nenhuma orientação dos apóstolos, nenhum registro de que a igreja primitiva fazia tal comemoração.

“SE OS DISCIPULOS NÃO FALAREM AS PEDRAS FALARÃO”

Veja o relato do Natal por uma pessoa do meio artístico, que embora já tenha falecido, deixou registrado em entrevista a verdade que muitos não querem ver. Elke Maravilha era Russa e demonstrou um conhecimento natural sobre essa festa pagã.

EVANGÉLICOS E O NATAL                          

Porque muitos evangélicos comemoram o Natal? Porque seguem a uma tradição que não sabem de onde vem e nem para onde vai, pensam que é algo agradável a Deus. Na verdade não pensam, mas seguem os pensamentos de outros.

Uma certa vez alguém observou que 5% das pessoas pensam, 15% pensam que pensam, 80% restantes preferem seguir pensamentos de outros do que pensar.

A falta de interesse das pessoas em pensar e conhecer pessoalmente a Deus, tem levado muitos a caminhos de destruição (Oséias 4.6).

O MUNDO COMEMORA O NATAL

A Bíblia nos ensina que os seguidores de Cristo não podem ter comunhão com o mundo (2 Coríntios 6.14-18), e se querem ver a Deus tem que se santificar (Gen. 17.1; 1 Tes. 4.3, 7-8; 2 Tes.2.13-17), se separar do mundo e de suas crendices (Gálatas 4.8-10), e até mesmo negar a própria vontade (Mat. 16.24-28; Mar. 9.34-35; Luc. 9.23-27) na verdade uma pessoa só pode ter um só Deus e uma só fé (Tiago 4.4). 

Quem não está disposto a renunciar ao mundo e suas tradições, não está disposto a obedecer ao evangelho, quem segue a tradições mundanas por ter medo de desagradar a amigos e familiares não é digno de Jesus Cristo (Mateus 10.37-39).

COMO SE COMPORTAR COM AMIGOS QUE CELEBRAM O NATAL?

Minha intenção ao publicar este estudo é esclarecer o Natal, sua origem e alguns elementos por detrás dessa festa que é às vezes confundida como uma celebração bíblica, quando na verdade não é.

Mas como se comportar quando se tem familiares que comemoram o Natal? Ou até mesmo nossos irmãos na igreja?

Assim como agimos em relação a toda verdade que sabemos a respeito de um determinado assunto do qual outros não sabem.

Sem radicalismo, sem acusações, aos poucos devemos falar a verdade em amor, principalmente para com os cristãos, levar para a Bíblia, pois ela é a regra da nossa fé.

QUANDO ERA MENINO PENSAVA COMO MENINO

Quando não conhecia a realidade do Natal, durante muito tempo no meu ministério eu preparava cultos especiais de Natal, sempre com aquele pensamento de que nesta época do ano as pessoas estão mais quebrantadas e que poderiam estar mais receptível a mensagem do evangelho, pura ilusão.

Nunca conheci ninguém que tenha se convertido a Cristo em cultos especiais de Natal. É verdade que muitas as pessoas vão às igrejas, se comovem, choram, mas não passa de uma emoção assim de como se assiste a um filme.

NÃO PRECISAMOS DO NATAL PRECISAMOS DE JESUS

O espírito natalino é um espírito maligno de mentira e falsidade, todos passam a falar sobre paz, esperança e tal, mas o mundo segue igual, todos seguem a fazer as mesmas coisas, quem mata, rouba, adultera, ou comete qualquer outro pecado, nunca deixa de fazê-lo por causa do Natal, ninguém muda por causa do Natal.

O único que pode nos libertar do pecado é Jesus Cristo, não o menino Jesus, o Jesus adulto, o Jesus ressuscitado, glorificado, o Deus vivo.

Eu por exemplo não comemoro o Natal há décadas, nunca me fez falta, nem a minha família, pois eu não preciso do Natal para presentear a quem amo e nem para me confraternizar com minha família.

O dia para estar com minha mãe, para estar com meu filho, para presentear minha esposa é qualquer dia do ano, não preciso fazer algo só porque todos fazem.

Nunca enganei o meu filho com a mentira do papai Noel, ele hoje tem 18 anos, nunca foi frustrado por causa disso, pois a mentira sempre foi e sempre será do diabo.

Acho incrível pais cristãos ficarem enganando os seus próprios filhos com a mentira do papai Noel, acho mais incrível ainda igrejas evangélicas serem ornamentadas com todos os símbolos natalinos nesta época, uma verdadeira profanação, um lugar de culto a Deus sendo usado para idolatria e mentira.

Não vejo nada de mais no final do ano fazermos confraternizações, reunir os amigos, os colegas de trabalho, os irmãos da igreja etc, mas não por causa do natal, devemos nos confraternizar porque é da vontade de Deus que vivamos em união, que tenhamos paz com todos.

Não é preciso inventar que Jesus nasceu numa data que ele não nasceu, não é preciso distorcer a Bíblia para que os irmãos da igreja tenham comunhão uns com os outros.

Se você quer ter paz, união e salvação no seu lar, você não precisa do natal para isso, você precisa crer, “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.” Atos 16.31 (também Salmos 37.5).

O que você pensa a respeito deste assunto? Seja qual for a sua opinião, se quiser deixe nos comentários logo abaixo.

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Fonte de pesquisa consultadas: 

>Enciclopédia Encarta 2015 

>Biblia Sagrada Estudo das Profecias

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>Artigo Menino Jesus ou Jesus Glorificado: Seu Jesus é Um Menino ou UM Deus?

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Pastor Flávio Gabriel

Tem 46 anos, casado, com ministério pastoral há 25 anos, Bacharel em Teologia, Pastor na Igreja Evangélica Vida com Vida em Nilópolis, RJ, Brasil, é Professor da EBD e de Teologia, fundador e Professor do Seminário de Escatologia Bereiano e autor dos Livros: Igrejas Evangélicas que se Tornam Seitas Perigosas, OVNIS ETS E A BÍBLIA e Como Não Amar Esta Mulher?

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