Jesus não é o nome verdadeiro do Messias? É Yeshua ou Yehoshua?

Desmascarando os Iehoshuanos

É muito comum ver estes debates sobre o verdadeiro nome do Filho de Deus pelas redes sociais, na internet existem varias explicações, mas estou escrevendo este artigo para responder aos meus alunos e seguidores de meu site sobre a minha opinião e entendimento sobre este assunto. Já enviei respostas semelhantes aos e-mails que me enviaram. Então juntei todas as informações que tenho a respeito, experiencia e pesquisas para responder tudo neste artigo.

Aqueles que afirmam que o nome do Filho de Deus não é Jesus, nome pelo qual todos os cristãos já conhecem, partem geralmente dos Iehoshuanos ou testemunhas de Yeoshua, e o principal argumento de quem defende que o nome do Messias não é Jesus, é a afirmação de que nome próprio não se traduz. Será isto verdade? Vamos então entender um pouco sobre tradução e depois falarei a respeito dos Iehoshuanos

Qual o verdadeiro nome do Messias?

Já estudei hebraico e tive a oportunidade de entender que os nomes podem ser transliterados de um idioma para outro para facilitar a pronuncia, e todos aqueles que dizem que os nomes próprios não mudam é porque nunca de fato viajaram ou viveram em outros países, quem já o fez sabe muito bem que nem sempre os nomes próprios em um idioma, podem ser pronunciados corretamente em outro idioma, principalmente o hebraico.

Diferença entre  Transliteração e tradução

Transliteração é a substituição de palavras de um idioma para outro. Esse processo é usado, por exemplo, na abordagem de nomes,  de endereços e de palavras com sentido literal. Se você deseja traduzir um texto escrito em caracteres japoneses ou hebraicos para o alfabeto latino, é dessa estratégia que você precisa. 

Tradução é o ato de encontrar palavras de sentido equivalente no idioma desejado. Ao usar um tradutor automático, o que você recebe é uma transliteração, já que o contexto não é considerado. É por isso que o resultado costuma ser tão ruim.

Exemplos de Transliterações  

Nome não se traduz. É verdade que nome não se traduz, mas se translitera conforme a índole de cada língua. 

Vou dar exemplos que já vivi, na Argentina e Chile onde morei por 4 anos, verifiquei que todos os brasileiros que se chamam Paulo, são chamados de Pablo, porque os que falam o idioma espanhol não conseguem pronunciar Paulo, pois este nome se assemelha com “Palo” que significa pau (pedaço de madeira), eles não conseguem pronunciar com o “U” no meio, e para evitar chamar o Paulo de Palo (pau) chamam de Pablo, e vários outros nomes são mudados para facilitar a pronuncia.

Outro exemplo é a pronuncia do Til (~) e da letra Z, ninguém de língua inglesa ou espanhola consegue pronunciar as nossas palavras em português com o til ou com o som de Z (som da abelha), não é coincidência que na Bíblia Sagrada em espanhol o Paulo se chama Pablo e João se chama Juan e na língua inglesa se chamam Paul e John.

JESUS OU YEHOSHUA?

Origem do nome

Jesus é a versão portuguesa do nome aramaico Yešu’. Aramaico foi a língua que Jesus falou. Por sua vez, Yešu’ é a tradução aramaica do nome hebraico יהושע cuja pronúncia é Yĕhošūa‘.

O nome Jesus vem do hebraico – Yehoshua (?) — “Josué”, que significa “Iavé é salvação”. Josué era chamado de Oshea ben Num “Oséias filho de Num” (Nm 13.8; Dt 32.44). “Oshea” significa “salvação”. Moisés mudou seu nome para Yehoshua ben Num “Josué filho de Num” (Nm 13.16).

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A Septuaginta usou o nome (Iesus) para Yehoshua, portanto Iesus é a forma grega do nome Yehoshua, exceto I Cr 7.27, que transliterou por (Iousue) — “Josué”. Depois do cativeiro de Babilônia, o nome Yehoshua era conhecido por (Yeshua). Em Neemias 8.17 Josué é chamado Yeshua ben NumYeshua é o nome hebraico para Jesus até hoje em Israel. Isso pode ser comprovado em qualquer exemplar do Novo Testamento hebraico.

O sumo sacerdote Josué, filho de Joazadaque, é chamado em hebraico simultaneamente de Yeshua (Ed 3.2, 8; 4.3; 5.2; Ne 7.7) e Yehoshua (Ag 1.1, 12, 14; 2.2, 4; Zc 3.1, 3, 6, 8, 9; 6.11). Embora nossas versões usem Jesua (Almeida Corrigida, Atualizada Contemporânea) Jesuá (Revisada) Jeshua (Brasileira), contudo a Septuaginta não faz essa distinção — Usa Iesus para ambos. Iesus é o nome do Messias, o nosso Salvador, registrado no Novo Testamento, que chegou para nossa língua como Jesus.

Os que afirmam que estamos vivendo uma mentira e de que houve uma conspiração que distorceu o nome do Filho de Deus para que não sejamos salvos, são originadas das doutrinas de uma seita chamada Testemunhas de Yehoshua que deturpam a palavra de Deus, e são semelhantes aos testemunhas de Jeová, sofrem de grandes problemas de  interpretação, falta de hermenêutica e lógica simples.

Todos sabemos que o novo testamento foi escrito em Grego com exceção do livro de Mateus, por tanto o nome Yehoshua que os Yehoshuanos afirmam ser o verdadeiro nome do messias é uma transliteração para o grego, e segundo eles quem não pronuncia seu nome corretamente em hebraico não está invocando ao Deus verdadeiro e não será salvo, então segundo a própria doutrina e lógica dos testemunhas de Yeshoshua, eles mesmos não serão salvos porque eles mesmos não pronunciam e nem escrevem o nome do Filho de Deus corretamente, haja visto que se utilizam do nome de Cristo de uma transliteração do grego, porém é muito difícil fazerem eles entenderem isso.

Os Yehoshuanos se declaram os verdadeiros seguidores do filho de Deus e creem que somente eles serão salvos porque se consideram os únicos que seguem o verdadeiro messias.  Consideram que todos os evangélicos estão errados e enganados. Sempre discursam contra as igrejas e tem como alvos os crentes, seus seguidores geralmente já foram evangélicos.

Incoerências e Erros

A seita dos Yehoshuanos afirma que o nome JESUS tem origem grega e pagã, mas vai buscar sua etimologia na língua hebraica, concluindo que significa “Deus Cavalo”.
Essa etimologia é questionável, pois YE pode ser a abreviatura de JAVÉ, não, porém, a de ELOHIM (= DEUS).
A equação JESUS CRISTUS FILII DEI = 666 não tem sentido, pois quer dizer JESUS CRISTO DO FILHO DE DEUS – o que nada significa; deveria ser JESUS CHRISTUS FILIUS DEI (JESUS CRISTO, O FILHO DE DEUS) – o que não dá o total 666. Na verdade ninguém adora a Besta quando adora Jesus Cristo.
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Para enriquecer a explicação deixo aqui 2 pesquisas que fiz a respeito e que tenho guardado há muito tempo:

1- O QUE DIZ A COMISSÃO DE TRADUÇÃO DA SBB

As explicações da Comissão de Tradução, Revisão e Consulta da SBB sobre o nome de Jesus, tema que vem despertando dúvidas em vários leitores:

Pergunta: Tem fundamento afirmação de que o nome Jesus é de origem grega e não hebraica?
Resposta: Não, não tem. Esse nome, transliterado para o grego com Iesus, é hebraico e vem de Yeshua” (as aspas representam a letra hebraica ayin). A forma plena da palavra é yehoshua”, que, a partir do Cativeiro, passou a dar lugar, geralmente, à forma abreviada Yeshua”.

Até o começo de segundo século d.C. Iesous (Yeshua”) era um nome muito comum entre os judeus. Na Septuaginta, versão do Antigo Testamento que os judeus fizeram entre os anos 285 e 150 a.C., do hebraico para o grego, o nome Iesous aparece para referir-se tanto a Josué (quatro indivíduos) como aos oito Jesua mencionados em Esdras e Neemias.

Iesous não é nome de nenhum deus da mitologia grega, tanto que não aparece em nenhum clássico grego. Ver, por exemplo, o Dictionaire Grec-Français (Dicionário Grego-Francês), de C. Alexandre, que, no apêndice de nomes históricos, mitológicos e geográficos, traz no verbete Iesous apenas o seguinte: “Jesus, nome hebraico.”

Pergunta: Como o nome Yehoshua” se tornou Jesus?
Resposta: Já vimos que o vocábulo Jesus não se deriva diretamente de Yehoshua”, mas da forma abreviada Yeshua”, através do grego e do latim. A letra j inicial se explica da seguinte forma: os judeus da Dispersão, empenhados em traduzir as Escrituras do hebraico para o grego (a Septuaginta) , não encontraram nessa lingua uma consoante correspondente no hebraico. A solução, então, foi recorrer à vogal grega iota, que corresponde ao nosso i. Então escreveram Ieremias, começando com i, e assim por diante, inclusive Iesous.

Mas como foi que esse I se tornou J? Foi através do latim, que deu origem às línguas neolatinas, entre as quais está o português. No latim posterior à Idade Média, começou a aparecer na escrita a distinção que já existia na pronúncia entre o i vogal e o i consoante, o qual passou a ser grafado j. Por isso, o Dicionário Latino-Português, de Santos Saraiva, traz verbetes como estes: Iesous ou Jesus, Ieremias ver Jeremias.

Agora, a explicação para o s médio em Jesus. No vocábulo hebraico “Jeshua” o grupo sh representa a consoante shin. Por não haver em grego som correspondente a essa consoante fricativa palatal (que soa como a letra x em “eixo”), os judeus a substituíram por sigma, também fricativa mas linguodental (que em grego, mesmo entre vogais, soa como o nosso ss). O ditongo grego ou soa u.

O aparecimento do s final no nome Jesus se explica pela necessidade de tornar esse nome declinável: os judeus substituíram a letra ayin final pela letra sigma (o s do grego) do caso a palavra se declina assim: Iesou (genitivo), Iesoi (dativo), Iesoun (acusativo) e Iesou (vocativo). Com isso, foram resolvidos dois problemas de uma só vez: o nome ficou declinável, e o ayin final, que não tem equivalente em grego, foi substituído por um sigma (letra s)

Fato semelhante se deu com Judas, que reflete a forma grega Ioudas, que em hebraico é Yehudah (Judá). Outros nomes hebraicos que terminam com a gutural he têm em grego, em latim e em português o som s: Isaías, Jeremias, Josias, Sofonias. Outro exemplo é o vocábulo Mashiach, que termina com a gutural sonora cheth (ch), a qual em grego, em latim e em português deu lugar ao som de s: Messias.

A evolução do termo de uma língua para outra é a seguinte: Yeshua” (hebraico) > Iesous (grego) > Jesus (latim) > Jesus (português).

Nota: As respostas aqui apresentadas foram formuladas por um dos membros da Comissão de Tradução, Revisão e Consulta da Sociedade Bíblica do Brasil, tendo sido lidas e aprovadas em reunião plenária, em 30 de maio de 1995. Por motivo de espaço, o texto original foi resumido.

Fonte: A BÍBLIA NO BRASIL – JULHO A DEZEMBRO DE 1995 – SBB p.27.

2-QUEM SÃO OS YEHOSHUANOS

História e doutrina da seita

Um novo movimento está surgiu, denominado Igrejas de Deus das Testemunhas de Iehoshua, conhecido também por Testemunhas de Yehoshua. Fizemos um levantamento sobre esta nova seita, pesquisamos seu material (algumas apostilas) e entrevistamos, via telefone, o fundador da nova religião. O movimento foi fundado em 1987, em Curitiba, PR, por Ivo Santos de Camargo. O fundador não possui formação teológica formal. Diz que estudou hebraico durante dois anos, após a suposta revelação. Atualmente dirige a Igreja, segundo ele, com cerca de 100 membros. Afirma que seu movimento está do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte.

O fundador afirma nunca pertencer a uma igreja evangélica, mas diz haver visitado algumas delas. Diz que recebeu uma revelação de Deus sobre a pronúncia exata do tetragrama (nome divino, as quatro consoantes [YHWH] e que esse nome é o mesmo do Salvador. Segundo o fundador, o nome “Jesus” é uma abominação, é o paganismo do catolicismo romano. O nome que veio do céu, diz, é Iehoshua. Afirma ainda “ser filho direto da revelação”, portanto sua ordenação é direta com Deus. É contra a todas as igrejas evangélicas, admite que a salvação depende do conhecimento e da revelação do nome Iehoshua, e mesmo assim, dentro de sua organização religiosa.

Os adeptos do referido movimento, sob a orientação de seu fundador, negam a doutrina da Trindade, embora defenda a deidade absoluta de Jesus. É o sabelianismo modal, como a Igreja Local de Witness Lee e a Igreja Voz da Verdade, do conjunto musical de mesmo nome. São sabatistas, defendem a guarda do sábado, como os adventistas do sétimo dia. Defendem duas categorias de salvos, mais ou menos como as Testemunhas de Jeová: Os cristãos salvos vão para céu, exceto os judeus, assírios e egípcios, estes herdarão a terra. São exclusivistas como as demais seitas pseudo-cristãs.

Os adeptos da nova seita costumam visitar os templos evangélicos em grupos, para tumultuar o ambiente. Um membro do grupo pergunta ao pregador sobre Iehoshua e Jesus. É óbvio que dificilmente vai encontrar alguém que saiba hebraico, nem elas mesmas o sabem, são pedantes. Quando o pregador se embaraça os demais membros do grupo começam a gritar criando uma verdadeira balbúrdia no culto. São proselitistas. Estão preocupados em arrebanhar os cristãos evangélicos, pois são pescadores de aquários.

É uma seita inexpressiva e seus argumentos só podem convencer as pessoas mais simples e os incautos. Suas crenças são inconsistentes e de uma pobreza franciscana. É bom lembrar que C. T. Russell, fundador das Testemunhas de Jeová, começou com suas idéias subjetivas, posteriormente transformando suas ficções em “verdades”, pelo processo de lavagem cerebral. Sua religião conta hoje com quase seis milhões de adeptos em todo o mundo. A Igreja do final do século passado e do início do século vinte subestimou o tal grupo. Com o trabalho ferrenho de casa em casa, aos poucos eles vão crescendo.

Se as igrejas da atualidade subestimarem a seita Testemunhas de Iehoshua, poderemos ter o mesmo problema no futuro, pois a mentira repetida vinte vezes se torna “verdade”, como dizia Mussolini. Apesar das crenças dessas seitas serem ficções, doutrinas subjetivas, sem base bíblica, todavia elas estão fazendo proselitismo. O povo precisa saber que a crença delas é um combate contra o Cristianismo bíblico.

A CONFUSÃO QUE FAZEM

O que as Testemunhas de Jeová fazem com o nome “Jeová”, assim o fazem as Testemunhas de Yehoshua com relação ao Deus-Pai e ao Deus-Filho. O fundador disse que recebeu uma revelação de que a pronúncia correta do tetragrama não é Jeová, Javé, Iahweh e nem Yehovah, mas Iehoshua.

Agora procuram justificar esta “descoberta” em Êx 23.20, 21, que diz: “Eis que eu envio um Anjo diante de ti, para que te guarde neste caminho e te leve ao lugar que te tenho aparelhado. Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não o provoques à ira; porque não perdoará a vossa rebelião; porque o meu nome está nele“. Afirma que esse Anjo é Josué, com base na expressão: “o meu nome está nele“. Como o nome “Josué” em hebraico é Yehoshua assim explica sua teoria.

Negando a doutrina bíblica da Trindade afirma que Iehoshua é o nome do Deus de Israel, revelado no Velho Testamento, e que esse nome é o mesmo do Messias, que deve ser invocado por “Iehoshua” e não por “Jesus”. Segundo eles: “Jesus é o nome que os papas introduziram nas Sagradas Letras, blasfemando do nome que veio do céu”. Em outra literatura diz: “No fim do III século da era cristã, quando o bispo Jerônimo traduziu as Escrituras para o latim, a língua oficial do império romano. Nesta ocasião o nome original IERROCHUA foi substituído pelo nome grego-romano <JESU> (IESOUS)”.

É pena que essas vítimas estejam tão mal-informadas. Há textos do Novo Testamento anterior a data apresentada pela seita, que mostram que a informação dessas vítimas não é verdadeira. Por exemplo: Os papiros 45, 46 e 47, conhecidos como Chester Beatty, que se encontram atualmente no museu Beatty, em Dublin, Irlanda, são do início do terceiro século, e trazem a forma abreviada de (Iesus) — IS ou IC. Da mesma forma os Papiri Bodmeriani, 66, 75 e 76, que se encontra na Biblioteca Bodmer, em Geneve, Suiça. O papiro 75 contém os evangelhos de Lucas e João, é datado entre 175 e 225 AD. Esse argumento de que o nome Iesus é coisa de Jerônimo, no fim do século III não procede.

Ensinam que o Pai é Filho e o Filho é Pai: Doutrina sabelianista. Jesus disse: “E na vossa lei também está escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai, que me enviou” (Jo 8.17, 18). Essa passagen bíblica, por si só, destrói completamente o sabelianismo e qualquer doutrina unicista. Além disso, encontramos vezes, nios evangelhos, Jesus se dirigindo ao Pai como outra pessoa. Negam, como as Testemunhas de Jeová, a personalidade do Espírito Santo.

O primeiro problema dessa interpretação, para não dizer invenção, é que a pronúncia Yehoshua, não comporta no tetragrama. Diz o fundador do referido movimento: “Essa vocalização foi feita pelo ANJO, não por homens”. Isso que a seita fez não é vocalização, pois as letras hebraicas (ayin) e (shin), que aparecem no nome Yehoshua são consoantes. O problema da pronúncia exata do tetragrama diz respeito meramente com as vogais, e o fundador acrescenta duas consoantes.

As letras y (yiud), h (he) e w (vav) aparecem no nome Yehoshua, mas no tetragrama o he aparece duas vezes. O nome (Yehudah) “Judá” traz as quatro consoantes hdwhy, eliminando a letra dalet d fica o tetragrama hwhy. O nome “Judá”, em hebraico, se aproxima mais do tetragrama que o nome de “IEHOSHUA”. Nem com uma camisa-de-força seria possível ser essa a pronúncia exata do tetragrama, é impossível tal pronúncia. Yehoshua não é o nome do Deus de Israel e nem de seu Filho Jesus, mas o nome de dois personagens que são figuras de Cristo: Josué filho de Num e Josué filho de Jozadaque.

OS DISSIDENTES E SUAS CRENÇAS

Apesar de o movimento ser tão novo, já saiu outro grupo dele. Os dissidentes do movimento, que também se identificam como Testemunhas de Iehoshua, defendem os mesmos princípios do fundador, indo mais além: Negam a autoridade do evangelho de Mateus; ser Jesus o Filho de Deus, dizem que Jesus é filho de José e Maria, negando o nascimento virginal de Jesus, alegam que só após a ressurreição ele “tornou-se” Filho de Deus. 

Filho de Deus

Os dissidentes das Testemunhas de Iehoshua catalogam todas as passagens bíblicas que revelam a linhagem humana de Jesus para questionar a sua filiação divina. Isso para consubstanciar a sua doutrina de que Jesus tornou-se Filho de Deus pela sua ressurreição, e citam para isso Romanos 1.4. Onde eles citam tais passagens, deveriam acrescentar as passagens bíblicas que provam ser Jesus o Filho de Deus, mesmo durante o seu ministério terreno, portanto, antes de sua morte e ressurreição, mas isso não o fazem.

A fé cristã nos obriga a crer que Jesus é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. Jesus possuía duas naturezas: Humana e divina. A Bíblia está repleta de passagens que mostram o lado humano de Jesus, tanto nas características: Nasceu, cresceu, sentiu fome, sede, cansaço, sono etc., bem como a sua origem humana, traçada desde a genealogia. Isso, em nada neutraliza o lado divino e a sua filiação divina.

Disse o apóstolo João: “Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus” (1 João 4.15). “Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?” (1 João 5.5). “Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê, mentiroso o fez; porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu”(1 João 5.10).

O evangelho de Mateus

Eles recusam o evangelho de Mateus chamando-o de “Evangelho Duvidoso”, pois se diz que foi escrito originalmente escrito em hebraico e depois traduzido para o grego. Nessa tradução, segundo eles, o texto foi corrompido. Alegam que é o único dos evangelhos que tem o batismo em nome da Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo (Mateus 28.19); permissão para o divórcio (Mateus 19.9) salvação pelas obras (Mateus 25.34-36); substancia o papado (Mateus 16.16-19); considera o nascimento virginal de Jesus cumprimento de Isaías 7.14.

Só pelo fato de este grupo rejeitar o Evangelho de Mateus já tem o repúdio dos cristãos. Não é um grupo de pessoas obscuras e de conhecimento bíblico duvidoso que vai por em xeque uma obra que passou por escrutínio da mais alta erudição durante esses vinte séculos de cristianismo. Seus argumentos são artificiais e inconsistentes.

Ainda não está confirmado que Mateus escreveu o seu evangelho em hebraico ou aramaico. Apesar dos fortes testemunhos da patrística, desde o segundo século, contudo, nada há no conteúdo deste evangelho que confirme essa versão. Antes, o contrário, a expressão encontrada nele: “Que traduzido é: Deus conosco” (Mateus 1.23) mostra que não haveria necessidade de se traduzir o significado de “Emanuel”, uma vez que o texto já está em hebraico. Outro ponto interessante, é que há duas formas gregas de se escrever o nome” Jerusalém”: Jierosovluma, (Ierosolyma) — grega e jIerousalhv;m (Ierusalem) — hebraica. Mateus usa a forma grega, o que seria estranho para uma obra escrita originalmente em hebraico.

Conclusão

Ultimamente tem havido inúmeras inovações no meio do povo de Deus. Tanto fora da Igreja como no seio dela surgem as heresias. O apóstolo Paulo disse que Deus permite que isso aconteça para provar os fiéis (1 Co 11.19). É verdade que cada ser humano tem a liberdade pensamento e de expressão. Tem o direito de expressar seus pensamentos por mais exóticos que sejam. Causa-nos estranheza o fato de esses agentes dessas idéias excêntricas encontrarem adeptos, acharem quem acredite nessas invenções.

Os fundadores de seitas costumam dizer que receberam revelação direta de Deus. Geralmente essas revelações contradizem a Bíblia. Seus adeptos, muitas vezes, deixam a Bíblia para seguirem seus líderes. Isso aconteceu com Joseph Smith Jr, fundador do mormonismo; William Miller, depois Ellen Gould White, com o adventismo do sétimo dia; Charles Taze Russell, fundador das Testemunhas de Jeová; etc., e agora Ivo dos Santos Camargo, com as Testemunhas de Iehoshua.

Todo líder que procura impor uma inovação com base em suas supostas revelações, como doutrina básica de sua religião, deve ser rejeitado. A dona Valnice Milhomens resolveu defender a guarda do sábado porque, segundo ela, recebeu essa “iluminação” quando estava visitando Israel. Agora se insurge contra a ortodoxia cristã. Ainda que, no seu caso, não seja propriamente uma inovação, mas um retrocesso, pois os adventistas do sétimo dia já vem defendendo essa doutrina desde os dias da Sra. Ellen Gould White.

O nosso alerta às igrejas se encontra no apóstolo Paulo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (I Tm 4.16).

Fonte: http://solascriptura-tt.org/Seitas/TestemunhasYehoshua-ESSilva.htm

Pastor Flávio Gabriel

Tem 46 anos, casado, com ministério pastoral há 25 anos, Bacharel em Teologia, Pastor na Igreja Evangélica Vida com Vida em Nilópolis, RJ, Brasil, é Professor da EBD e de Teologia, fundador e Professor do Seminário de Escatologia Bereiano e autor dos Livros: Igrejas Evangélicas que se Tornam Seitas Perigosas, OVNIS ETS E A BÍBLIA e Como Não Amar Esta Mulher?

2 thoughts on “Jesus não é o nome verdadeiro do Messias? É Yeshua ou Yehoshua?

  • 01/05/2018 em 12:44 pm
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    A pesquisa até parece interessante. Mas sinto muito dizero que existe erros no hebraico.

    O Tetragrama — o modo como o nome divino é escrito em hebraico
    O nome de Deus em letras hebraicas

    No hebraico original, idioma em que grande parte da Bíblia foi escrita, aparece ali um nome pessoal ímpar. É escrito em letras hebraicas: יהוה (YHWH). Em português, a tradução comum desse nome é “Jeová”. Será que esse nome aparece em apenas um versículo bíblico? Não. Ele aparece no texto original das Escrituras Hebraicas cerca de 7 mil vezes!

    Qual é a importância do nome de Deus? Considere a oração-modelo, ensinada por Jesus Cristo. Ela começa assim: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” (Mateus 6:9) Mais tarde, Jesus orou a Deus: “Pai, glorifica o teu nome.” Em resposta, Deus falou do céu: “Eu já o glorifiquei e o glorificarei de novo.” (João 12:28) Obviamente, o nome de Deus é de máxima importância. Por que, então, alguns tradutores omitiram esse nome de suas traduções da Bíblia e o substituíram por títulos?

    Parece haver duas razões principais. A primeira é que muitos dizem que o nome não deve ser usado porque sua pronúncia original é desconhecida hoje em dia. O hebraico antigo era escrito sem vogais. Assim, ninguém hoje pode dizer com certeza como as pessoas nos tempos bíblicos pronunciavam o nome YHWH. Mas será que isso deve nos impedir de usar o nome de Deus? Nos tempos bíblicos, o nome Jesus talvez fosse pronunciado Yeshua ou, possivelmente, Yehoshua — ninguém sabe ao certo. No entanto, pessoas no mundo inteiro usam diferentes formas do nome Jesus, pronunciando-o do modo costumeiro no seu idioma. Elas não deixam de usar o nome só porque não sabem como ele era pronunciado no primeiro século. De modo similar, se você viajar para outro país, é bem provável que descubra que seu próprio nome soa um tanto diferente em outro idioma. Portanto, não saber ao certo como o nome de Deus era pronunciado na antiguidade não é motivo para não usá-lo.

    Existe mais detalhes. Veja.
    Em português, as quatro letras do Tetragrama (יהוה) são representadas pelas consoantes YHWH. O Tetragrama não tinha vogais, assim como todas as palavras escritas no hebraico antigo. Na época em que o hebraico antigo era o idioma do dia a dia, era fácil os leitores saberem que vogais deviam ser usadas.

    Cerca de mil anos após as Escrituras Hebraicas terem sido completadas, eruditos judeus desenvolveram um sistema de sinais ou pontos que indicavam as vogais que deveriam ser usadas na leitura do idioma hebraico. Mas, naquela época, muitos judeus tinham a ideia supersticiosa de que era errado falar em voz alta o nome de Deus e por isso pronunciavam outras expressões em seu lugar. Assim, ao copiarem o Tetragrama, parece que eles combinavam as vogais dessas expressões com as quatro consoantes que representam o nome divino. É por esse motivo que os manuscritos com esses sinais vocálicos não ajudam a determinar como o nome de Deus era originalmente pronunciado em hebraico. Alguns acham que era pronunciado “Iavé” ou “Javé”, enquanto outros sugerem outras possibilidades. Um Rolo do Mar Morto que contém um trecho, em grego, de Levítico translitera o nome divino como Iao. Além dessa forma, antigos escritores gregos também sugerem a pronúncia Iae, Iabé e Iaoué. Mas não há motivos para sermos dogmáticos. Simplesmente não sabemos como os servos de Deus no passado pronunciavam esse nome em hebraico. (Gênesis 13:4; Êxodo 3:15) O que sabemos é o seguinte: Deus usou seu nome muitas vezes ao se comunicar com seus servos, eles também o usavam ao se dirigir a ele e esse nome era usado sem restrição quando eles conversavam com outros. — Êxodo 6:2; 1 Reis 8:23; Salmo 99:9.

    A primeira Bíblia em português, a versão Almeida, empregou milhares de vezes o nome de Deus na forma “JEHOVAH”, como pode ser visto na edição de 1693, reimpressa em 1870. A comissão tradutora da Versão Brasileira (1917) também decidiu usar a forma “Jehovah”, e na sua edição de 2010 a grafia foi atualizada para “Jeová”. A nota de rodapé de Êxodo 6:3 na tradução Matos Soares (oitava edição) declara: “O texto hebreu diz: ‘O meu nome Javé ou Jeová.’”

    Formas similares do nome divino também são encontradas em outros idiomas. Por exemplo, a primeira ocorrência, em inglês, do nome pessoal de Deus em uma Bíblia foi em 1530, na tradução do Pentateuco de William Tyndale. Ele usou a forma “Iehouah”. Com o tempo, o idioma sofreu mudanças, e a grafia do nome divino foi modernizada.

    Em sua obra Studies in the Psalms (Estudos dos Salmos), publicada em 1911, o respeitado erudito bíblico Joseph Bryant Rotherham usou o nome “Jehovah” em vez de “Yahweh”. Explicando o motivo, ele disse que queria empregar uma “forma do nome que fosse mais conhecida (e perfeitamente aceitável) aos leitores da Bíblia em geral”. Em sua obra Apostilas aos Dicionários Portugueses, de 1906, o filólogo e lexicógrafo português Gonçalves Viana declarou: “A forma Jeová, porém, já está tão usual, que seria pedantismo empregar Iavé, ou Iaué, a não ser em livros de pura filologia semítica ou de exegese bíblica.”

    Portanto, o significado do nome Jeová não se limita ao sentido transmitido pelo verbo relacionado encontrado em Êxodo 3:14, que diz: “Eu Me Tornarei O Que Eu Decidir Me Tornar”, ou “Eu Mostrarei Ser O Que Eu Mostrar Ser”. Essas palavras não descrevem o pleno sentido do nome de Deus. Na verdade, elas revelam apenas um aspecto da personalidade dele: o de se tornar o que for necessário, em cada circunstância, para cumprir seu propósito. Então, embora o nome Jeová inclua essa ideia, não está limitado ao que ele decide se tornar. O nome Jeová inclui também a ideia de que ele causa, ou faz acontecer, o que ele decidir em relação à sua criação e ao cumprimento de seu propósito.

    • 08/05/2018 em 10:49 am
      Permalink

      Olá André, não sou erudito em hebraico me baseei por pesquisas de outros, por isso agradeço a sua correção e comentário que enriquece muito este artigo. Pois a principal mensagem deste estudo é justamente o fato de que os nomes soam e são pronunciados diferentes de acordo com cada idioma, e que Jesus não nos deixará de atender porque não sabemos pronunciar corretamente o seu nome no idioma original. Obrigado amado, graça e paz.

Fechado para comentários.

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