Quando uma Feminista Descobriu que a Bíblia Tinha Razão
Uma Feminista se Disfarçou de Homem por 18 Meses — e Voltou com a Verdade que a Bíblia Já Ensinava.
O Testemunho da Ciência, da Experiência e das Escrituras. Um Estudo Bíblico para a Família Cristã.
Ao ler o livro: Feito Homem — Self-Made Man, de uma escritora feminista, que tentou divulgar a realidade que descobriu e ninguém quis ouvi-la, eu fui cobrado pelo Espirito Santo a realizar este estudo com base nas experiencias desta autora, para alertar sobre a ideologia do feminismo que está destruindo a vida de mulheres, homens e famílias. Boa leitura!
Introdução: Quando a Realidade Confronta a Ideologia
Em 2006, uma jornalista norte-americana chamada Norah Vincent publicou um livro que sacudiu o mundo: Feito Homem — Self-Made Man (editora Planeta). Autodeclarada feminista e lésbica, ela decidiu viver disfarçada de homem por 18 meses, frequentando ligas de boliche masculinas, mosteiros, grupos de terapia para homens, empregos de vendas de porta em porta e clubes de strip. Seu objetivo era provar o que o feminismo ensinava: que os homens vivem uma vida de privilégio e poder, enquanto as mulheres são suas vítimas.
O resultado foi completamente diferente do que ela esperava.
O que Norah Vincent descobriu destruiu muitas de suas convicções feministas. Ela não encontrou opressores disfarçados. Encontrou homens reais — sobrecarregados, emocionalmente reprimidos, ansiosos por conexão, profundamente solitários e vivendo sob pressões que nenhuma mulher havia descrito para ela.
Ao retornar para sua vida como mulher, Norah entrou em colapso emocional e precisou ser internada em uma clínica psiquiátrica — não apenas pelo esforço da experiência, mas pela dissonância entre o que o feminismo havia lhe ensinado e o que a realidade havia lhe mostrado. Ela concluiu: homens e mulheres são igualmente preciosos, igualmente vulneráveis, e profundamente diferentes — diferenças que se complementam.
Este estudo bíblico usa o testemunho surpreendente de Norah Vincent como ponto de partida para o que a Palavra de Deus sempre ensinou: que Deus criou homem e mulher com papéis distintos, igualmente dignos, que se completam de forma magnífica — e que toda ideologia que tenta apagar essa distinção ataca a ordem criacional de Deus e destrói famílias.
1: A Criação — Igualdade de Valor, Diferença de Papéis
1.1 — Feitos à Imagem de Deus
O primeiro testemunho sobre o homem e a mulher vem do próprio Criador:
Gênesis 1:27 “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”
Este versículo é fundamental: ambos — homem e mulher — são portadores da imagem de Deus. Não há aqui inferioridade de nenhum dos lados. Do ponto de vista de dignidade, valor e importância diante de Deus, homem e mulher são absolutamente iguais.
O feminismo radical comete um erro grave ao confundir igualdade de valor com identidade de função. Norah Vincent, ao viver como homem, descobriu que essas duas esferas — valor e função — são completamente distintas. Ela observou que os homens com quem conviveu não se sentiam superiores às mulheres; muitos se sentiam inferiores, pressionados, incompreendidos e inadequados. A narrativa feminista de que o homem é um opressor privilegiado simplesmente não correspondia à realidade que ela encontrou.
Gálatas 3:28 “Não há judeu nem grego, não há servo nem livre, não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.”
A igualdade espiritual diante de Cristo é absoluta. Homem e mulher têm o mesmo acesso à salvação, à graça, e ao amor de Deus. Mas igualdade espiritual não significa que Deus aboliu as distinções de papéis. A mesma Palavra que proclama unidade em Cristo também instrui maridos e esposas sobre seus papéis específicos dentro do lar.
1.2 — A Complementaridade: O Que a Experiência de Norah Revelou
Norah Vincent observou algo que surpreendeu profundamente sua visão de mundo: homens e mulheres não apenas se comportam diferente — eles pensam diferente, se comunicam diferente, e têm necessidades profundamente diferentes. Em suas palavras, é como se vivessem em “mundos paralelos”.
Ela descobriu que os homens, dentro dos seus grupos masculinos, experimentam uma forma de comunhão profunda e silenciosa — baseada em ação compartilhada, não em palavras. A liga de boliche onde se infiltrou era um santuário de pertencimento masculino: sem julgamentos, sem competição emocional, apenas camaradagem real. Ela percebeu que esse tipo de vínculo era tão legítimo e profundo quanto a amizade feminina, apenas diferente em forma.
A Bíblia revela esse design complementar desde o princípio:
Gênesis 2:18 “Também disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que lhe seja idônea.”
A palavra hebraica para “adjutora” ou “auxiliadora” (ezer) é usada na Bíblia frequentemente para descrever o próprio Deus quando socorre seu povo (Salmos 121:2). Ser ezer não é ser inferior — é ser indispensável. A mulher foi criada não como adorno, não como propriedade, mas como parceira essencial, com capacidades que o homem não possui e que ele precisa.
Deus não criou a mulher porque o homem era superior e precisava de uma serva. Deus a criou porque o homem, por si só, era incompleto. A complementaridade não é hierarquia de valor — é perfeição de design.
2: O Patriarcado Bíblico — Autoridade Como Serviço, Não Dominação
2.1 — O Que Diz a Bíblia Sobre a Liderança Masculina
A palavra “patriarcado” tornou-se um termo de ataque no vocabulário feminista. Militantes feministas sempre falam com ódio, utilizando o patriarcado como um sistema opressor antiquado que subjuga as mulheres. Mas o patriarcado bíblico — ao contrário da caricatura apresentada pelo feminismo — não é um sistema de opressão. É um sistema de responsabilidade e serviço.
Efésios 5:25-28 “Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela… Assim também os maridos devem amar as suas próprias mulheres como os seus próprios corpos. Quem ama sua própria mulher ama-se a si mesmo.”
Veja o padrão estabelecido aqui: Cristo amou a Igreja ao ponto de dar Sua vida por ela. Esse é o modelo de liderança masculina na família cristã. O marido não lidera para servir seus próprios interesses, mas para se sacrificar pelos interesses de sua esposa e filhos. O patriarcado bíblico autentico é, antes de tudo, uma vocação para o sacrifício.
Norah Vincent descobriu, ao viver entre homens, que grande parte deles carrega esse peso sem reconhecimento. Ela observou que os homens são esperados a ser provedores, protetores, iniciadores — e que quando falham nessas funções, sofrem profundamente. Ela viu homens que jamais tinham sido perguntados sobre suas dores, suas inseguranças, seus medos. A pressão sobre eles era real e invisível para o mundo externo.
1 Timóteo 5:8 “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel.”
A responsabilidade de provisão e proteção é bíblica. O homem que lidera a família carrega uma responsabilidade diante de Deus. Isso não é privilégio — é chamado. E é exatamente o que Norah Vincent encontrou na realidade dos homens que conheceu: não arrogância de quem tem poder, mas ansiedade de quem tem responsabilidade.
2.2 — A Submissão Bíblica: Dignidade, Não Inferioridade
Um dos versículos mais mal interpretados — e mal aplicados — da Bíblia é este:
Efésios 5:22-24 “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos próprios maridos como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja… Portanto, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.”
O feminismo lê esse texto como evidência de opressão patriarcal. A Escritura, porém, pede que o interpretemos no seu contexto completo. O verso imediatamente anterior diz: “Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Deus” (Ef 5:21). A submissão dentro do casamento não é unilateral — ela existe dentro de uma estrutura maior de mútua honra e serviço.
A submissão da mulher ao marido é submissão a uma autoridade que, segundo o modelo bíblico, deve estar disposta a morrer por ela. Cristo não dominou a Igreja — serviu-a até a cruz. O marido que exige submissão de sua esposa sem oferecer-lhe amor sacrificial, proteção e honra está violando a mesma Escritura que cita.
Submissão bíblica não é servidão. É confiança depositada em quem tem responsabilidade de liderança. É o reconhecimento de que a ordem que Deus estabeleceu produz paz, segurança e florescimento — não opressão.
1 Pedro 3:7 “Vós, maridos, igualmente, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher como a vaso mais frágil e como sendo ambos os herdeiros da graça da vida, para que as vossas orações não sejam impedidas.”
O homem é chamado a dar honra à mulher. Não a usá-la. Não a controlá-la. A honrá-la. O patriarcado bíblico genuíno é uma ordem de mútuo florescimento, onde o homem serve liderando e a mulher fortalece confindo. Quando ambos exercem seus papéis segundo o modelo de Cristo, a família prospera.
3: O Que Norah Vincent Descobriu Que a Bíblia Já Sabia
3.1 — A Solidão Masculina e a Necessidade de Propósito
Um dos relatos mais tocantes do livro de Norah Vincent é o tempo que ela passou em um monastério beneditino, convivendo com monges. Ali, ela esperava encontrar homens reprimidos, frustrados, dominados por uma estrutura autoritária. O que ela encontrou foi o oposto: homens profundamente em paz, que haviam encontrado propósito, comunidade e identidade.
Ela escreveu que a disciplina, a estrutura e o serviço que os monges praticavam — longe de oprimir — os libertavam. Eles sabiam quem eram e para que viviam. Isso, segundo ela, era algo que poucos homens modernos experimentam.
A Bíblia não surpreende com essa conclusão:
Provérbios 29:18 “Onde não há visão profética o povo perece; mas bem-aventurado aquele que guarda a lei.”
O homem sem propósito destrói a si mesmo e àqueles ao seu redor. A crise masculina que Norah observou — homens emocionalmente analfabetos, sem direção, incapazes de se conectar — não é produto do patriarcado. É produto do colapso do patriarcado. É o que acontece quando se retira do homem sua vocação de líder, protetor e provedor, sem oferecer nada no lugar.
3.2 — A Diferença de Mundos — E Por Que Ela É Boa
Uma das conclusões mais marcantes de Norah Vincent é esta: homens e mulheres são tão profundamente diferentes que ela chegou a perguntar se existia, de fato, “uma criatura unificadora mística que chamamos de ser humano” — ou se havia apenas seres humanos homens e seres humanos mulheres.
Ela não estava lamentando isso. Estava descrevendo uma realidade. E é exatamente o que a Bíblia ensina:
Gênesis 1:27 “Homem e mulher os criou.”
A distinção é criacional, não cultural. Não é produto do patriarcado — é obra de Deus. E essa distinção não é um problema a ser resolvido pela ideologia, mas um presente a ser celebrado pela fé em Deus.
Norah foi além: ela descobriu que a visão que o feminismo construíra sobre os homens era, em grande parte, uma projeção. As mulheres olhavam para os homens e viam privilégio; os homens sentiam responsabilidade. As mulheres viam poder; os homens sentiam pressão. As mulheres achavam que os homens não precisavam de cuidado; os homens morriam de solidão sem saber pedir ajuda.
Quando Norah Vincent começou a experenciar rejeições como homem em encontros amorosos, ela entendeu pela primeira vez a vulnerabilidade masculina. Os homens não são máquinas de dominação — são seres humanos que carregam um peso próprio, diferente, mas igualmente real.
4: O Perigo do Feminismo nas Igrejas Cristãs
4.1 — Como a Ideologia Entra pela Porta da Igreja
O feminismo não chegou às igrejas cristãs declarando guerra à Bíblia abertamente. Chegou por dentro, usando linguagem de amor, igualdade e justiça. Chegou em forma de perguntas aparentemente inocentes: “Por que a mulher não pode fazer isso ou aquilo?” “Por que o homem lidera?” “Não somos todos iguais?”. E foi redefinindo, lentamente, o que a Escritura diz.
Romanos 12:2 “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Paulo não estava sendo vago. Ele estava alertando para um perigo real: a pressão de conformidade com os padrões do mundo. E o que é o mundo hoje senão uma cultura que redefine gênero, destrói papéis familiares e condena como opressão tudo que a Bíblia chama de ordem?
Quando igrejas adotam linguagem feminista, quando inferiorizam o papel do marido, do pai ou do homem, quando ensinam que a submissão bíblica é cultural e obsoleta, quando ensinam mulheres a serem empoderadas — elas não estão sendo mais amorosas. Estão sendo infiéis à Palavra. Estão colocando a aprovação do mundo acima da autoridade da Palavra.
4.2 — Textos que a Igreja Não Pode Ignorar
1 Coríntios 11:3 “Quero, porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem é a cabeça da mulher, e Deus é a cabeça de Cristo.”
Esta é uma ordem de autoridade que não humilha ninguém. Cristo também está sob a autoridade do Pai (1 Co 15:28), e nem por isso é inferior. A ordem de autoridade existe para trazer paz, proteção e propósito — não para diminuir.
1 Timóteo 2:12-13 “Não permito, porém, que a mulher ensine, nem que use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.”
Paulo ancora esta instrução não em cultura, mas em criação. “Porque primeiro foi formado Adão”. Isso não é argumento cultural. É teológico. A ordem estabelecida por Deus na criação é o fundamento do papel do homem como líder na família e na igreja.
Igrejas que descartam esses textos como “culturais” ou “ultrapassados” precisam responder: Quando a Bíblia deixa de ser autoridade? Se esse texto pode ser descartado, qual não pode? O “feminismo teológico” não é uma atualização da fé cristã — é uma erosão dela. A mulher cristã deve sim ser feminina e não feminista, porque ser feminista é ser contrario a Palavra de Deus.
4.3 — O Que o Feminismo Faz com as Famílias
Os dados empíricos são devastadores para a narrativa feminista. As nações e culturas que mais abraçaram o feminismo radical apresentam as maiores taxas de divórcio, as maiores taxas de depressão entre mulheres (paradoxalmente, as mulheres ocidentais nunca foram tão “livres” e tão infelizes), a maior crise de masculinidade e os maiores índices de filhos sem pai.
Norah Vincent observou isso de perto. Ao entrevistar mulheres solteiras em seus trinta e tantos anos, encontrou muitas que haviam priorizado carreira e independência e chegaram à meia-idade sozinhas, amargas, desconfiando de todos os homens e sem a família que desejavam. O feminismo lhes prometeu liberdade. Entregou solidão.
Provérbios 14:12 “Há um caminho que parece reto ao homem, mas o fim dele são os caminhos da morte.”
O feminismo parece libertador. Promete autonomia, realização, igualdade. Mas na prática ataca o que a Bíblia chama de boa vida: casamento duradouro, família unida, papéis complementares que geram segurança e amor. É um caminho que parece reto — mas destrói o que toca.
5: A Família Cristã Como Resistência e Testemunho
5.1 — A Família que Glorifica a Deus
Josué 24:15 “Quanto a mim e à minha casa, serviremos ao Senhor.”
Josué não foi ingênuo. Ele sabia que a cultura ao redor pressionaria a sua família em direção a outros deuses. A sua resposta foi a mesma que a família cristã precisa dar hoje: uma decisão deliberada de servir ao Senhor, independentemente do que a cultura exija.
A família cristã que vive segundo o modelo bíblico — pai que lidera com amor sacrificial, mãe que guia o lar com sabedoria e força, filhos que crescem com identidade e propósito — não é uma família atrasada. É uma família que testemunha ao mundo um modelo de florescimento humano que o mundo perdeu e está desesperadamente tentando encontrar.
Salmos 128:1-3 “Bem-aventurado todo aquele que teme ao Senhor, e anda nos seus caminhos! Pois comerás o trabalho de tuas mãos; feliz serás, e bem te irá. Tua mulher será como videira frutífera nos lados da tua casa; teus filhos como plantas de oliveiras em redor da tua mesa.”
5.2 — A Mulher Segundo o Modelo Bíblico: Força, Não Fraqueza
É essencial que a família cristã compreenda que o papel bíblico da mulher não é o de uma pessoa apagada, sem voz ou valor. Ao contrário, a Bíblia apresenta a mulher virtuosa como alguém de extraordinária força, capacidade e influência:
Provérbios 31:10, 25-27 “Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis… Força e honra são o seu vestido… Abre a boca com sabedoria, e a lei da benignidade está na sua língua. Ela vigia os caminhos da sua casa, e não come o pão da preguiça.”
A mulher de Provérbios 31 é administradora, empreendedora, sábia, forte. Ela não é silenciada — ela fala com sabedoria. Ela não é fraca — ela se veste de força e honra. O modelo bíblico da feminilidade não é domesticidade passiva; é excelência ativa dentro de um papel que exige tudo de uma mulher.
E o que ela faz com essa força? Ela a direciona para o bem de sua família, para a honra de seu marido, para a educação de seus filhos e para o benefício de sua comunidade. Não porque seja obrigada — mas porque entende que esse é o terreno onde sua influência é mais poderosa e mais duradoura.
5.3 — O Homem Segundo o Modelo Bíblico: Serviço, Não Tirania
Da mesma forma, a família cristã precisa rejeitar a ideia de que o modelo bíblico de liderança masculina é tirania. O pai bíblico é o homem que — como o pai do filho pródigo — corre ao encontro do que se perdeu. É o marido que — como Cristo — dá sua vida pelo bem da esposa. É o líder que — como Moisés — intercede pelo seu povo mesmo quando é custoso.
Efésios 6:4 “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admonição do Senhor.”
O pai cristão não é um ditador doméstico. É um discipulador. Sua autoridade existe para formar, não para dominar. Para proteger, não para sufocar. Para dirigir a família em direção a Deus, não para usurpar o lugar de Deus.
Norah Vincent observou o efeito devastador da ausência paterna. Ela descreveu uma cena tocante em um restaurante: um pai ignorando o filho pequeno enquanto falava ao telefone, e nos olhos da criança, “a expressão derrotada de alguém que cresceu acostumado a ser desconsiderado”. E ela concluiu que ali estava “a construção e a desconstrução de mais outro homem sem pai”.
A presença de um pai amoroso e engajado não é um luxo familiar — é uma necessidade espiritual. E o feminismo, ao atacar a paternidade e a liderança masculina, não está libertando mulheres — está abandonando crianças e mulheres.
Conclusão e Alerta: Família Cristã, Perseverem!
A experiência de Norah Vincent é um testemunho doloroso mas poderoso — não de uma cristã, não de uma conservadora, mas de uma feminista lésbica que buscou honestamente compreender a realidade. E a realidade que ela encontrou confirma o que a Bíblia sempre ensinou:
→ Homens e mulheres são profundamente diferentes — e essas diferenças são boas.
→ Os homens não são opressores — são seres humanos com cargas, dores e necessidades próprias.
→ As mulheres não são vítimas da ordem familiar — são participantes indispensáveis dela.
→ A família que obedece ao modelo bíblico floresce; a família que abraça a ideologia feminista se fragmenta.
Jeremias 6:16 “Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos e vede; e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele, e achareis repouso para as vossas almas. Porém eles disseram: Não andaremos por ele.”
As “veredas antigas” não são reacionárias — são sábias. Deus não estabeleceu Sua ordem para a família em um momento de ignorância cultural que precisaria ser revisado com o progresso. Ele a estabeleceu porque conhece a natureza humana melhor do que qualquer ideologia jamais conhecerá.
A família cristã vive hoje em um campo de batalha ideológico. O feminismo infiltrou as escolas, os meios de comunicação, a cultura, o entretenimento e — tragicamente — muitas igrejas. A narrativa é sedutor: igualdade, autonomia, libertação. Mas sob essa narrativa está uma agenda que destrói o casamento, confunde os papéis de gênero, hostiliza a maternidade e paternidade e, em última análise, ataca a família como Deus a projetou.
A família cristã não pode se deixar levar por ventos de doutrina que sopram da cultura. Precisa estar enraizada na Palavra, alicerçada no amor de Cristo, e corajosa o suficiente para viver diferente do mundo — não por tradição, mas por convicção.
Efésios 4:14 “Para que não sejamos mais meninos agitados e levados por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia os levam ao erro.”
A cada família que está sendo pressionada a redefinir papéis, questionar autoridades bíblicas, ou adotar uma visão de gênero que contraria a criação — o chamado é claro: resistam. Com amor, com graça, com firmeza. Resistam em nome das crianças que precisam de um pai presente e de uma mãe forte. Resistam em nome dos casamentos que Deus quer que durem e floresçam. Resistam em nome do testemunho cristão que o mundo ao redor tão desesperadamente precisa ver.
Norah Vincent foi ao mundo dos homens em busca de confirmar uma ideologia — e voltou com a verdade. Que as famílias cristãs possam fazer o inverso: começar com a verdade da Palavra, vivê-la com integridade, e mostrar ao mundo que o caminho de Deus é o caminho da vida.
O Preço de Viver Fora do Próprio Papel
A história de Norah Vincent não termina com a publicação do livro. Ela termina com um alerta que todo cristão precisa ouvir.
Ao retornar para sua vida como mulher, após 18 meses vivendo na pele de um homem, Norah entrou em colapso emocional severo. A dissonância entre o que havia vivido e quem ela realmente era tornou-se insuportável. Ela precisou se internar voluntariamente em uma clínica psiquiátrica — não porque fosse fraca, mas porque a mente humana tem limites quando forçada a habitar, por tempo prolongado, uma identidade que não é a sua. Em 2022, Norah Vincent faleceu na Suíça, após anos de luta com depressão profunda — uma vida marcada pela dor de quem buscou respostas nos lugares errados antes de encontrar verdades que o mundo não queria que ela divulgasse.
Há aqui uma lição que vai além da biografia: existe um custo real, psíquico e espiritual, em viver contra o design para o qual fomos criados. Quando a mulher é pressionada — pela cultura, pela ideologia ou pelas circunstâncias — a assumir sozinha o papel de provedora, protetora e líder que Deus designou ao homem, ela não se torna mais forte. Ela se torna sobrecarregada. Da mesma forma, o homem que abandona sua vocação de liderança, provisão e proteção não se liberta — ele se perde. Deus não criou papéis para nos aprisionar. Criou-os para nos proteger.
Uma Voz que o Mundo Não Quis Ouvir
O livro de Norah Vincent foi recebido com hostilidade por parte do movimento feminista. Acusado de ser “misógino” e “elitista”, foi atacado por vozes que não conseguiam aceitar que uma de suas próprias chegasse a conclusões tão contrárias à narrativa dominante. Mas Norah, conhecida por seu pensamento independente e contrariante — ela escrevia para o Los Angeles Times e The Village Voice, onde já estava acostumada a defender ideias impopulares — manteve sua posição publicamente.
O preço foi alto: suas conclusões geraram um isolamento intelectual progressivo. Antigos aliados do campo progressista a enxergaram como uma traidora da causa. Ela descobriu, na própria pele, o que acontece quando alguém ousa dizer a verdade em um ambiente ideológico que não a tolera.
A família cristã e a igreja cristã precisa reconhecer esse padrão. A mesma intolerância que silenciou Norah Vincent é a que hoje pressiona igrejas, pastores e famílias a se curvarem diante de uma ideologia que não admite questionamento. Resistir não é ódio — é fidelidade. À Palavra, à família e à verdade que, como disse o Senhor, nos torna livres.
João 8:32 “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
Que Deus abençoe nossas famílias e dê coragem a todas igrejas e Pastores para pregarem a pura e genuína Palavra de Deus, sem o fermento destas ideologias.
Pr. Flávio Gabriel
Referências e Base Bibliográfica
VINCENT, Norah. Feito Homem — Self-Made Man: A Jornada de uma Mulher ao Universo Masculino. São Paulo: Editora Planeta, 2006.
Todas as referências bíblicas foram extraídas da Bíblia Sagrada, versão João Ferreira de Almeida (ARA).
